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95% dos brasileiros têm consciência de que as mudanças climáticas estão ocorrendo, diz estudo

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A pesquisa também mostra que 78% reconhecem que as mudanças são causadas principalmente pela ação humana

O estudo apresentado pela pesquisa Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil, publicada nesta quarta-feira (15), feita pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), mostra que 95% dos brasileiros afirmam estarem conscientes sobre as mudanças climáticas que acontecem no Brasil e no mundo e 60% acredita que o problema representa um grande risco a toda população.

A pesquisa também apontou que, entre os que reconhecem as mudanças no clima, 78% dizem saber que os fenômenos são causados principalmente pelos próprios cidadãos. Enquanto isso, outros 20% dizem que as alterações se dão de maneira natural, indo contra as evidências científicas que apontam uma clara intervenção humana.

A pesquisa foi feita com a intenção de saber a visão, o interesse e o grau de informação sobre ciência e tecnologia. Foram entrevistadas 1.931 pessoas, maiores de 16 anos e com cotas por gênero, idade, escolaridade, renda e local de moradia em todas as regiões. O levantamento foi conduzido pelo CGEE, por demanda do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e em parceria do INCT Comunicação Pública da Ciência.

O estudo vai integrar os debates da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (5CNCTI). O objetivo do evento é trazer recomendações para a nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, a ser implementada até 2030 e com ações para os próximos dez anos. Em número recorde da história do evento, que já acontece desde 1985, mais de 70 mil pessoas já participaram – de forma online ou presencial – dos 221 eventos preparatórios para a conferência nos últimos seis meses. 

As pautas do evento são diversas, abordando assuntos como a transição ecológica, biodiversidade e a bioeconomia, o papel dos biomas e oceanos brasileiros como ativos para uma transição sustentável, transição energética e políticas de descarbonização, entre diversos outros.

O desastres ambientais recentes, como as enchentes no Rio Grande do Sul que já deixaram mais de 150 mortos, terão destaques com a sessão “Na era dos desastres climáticos: a importância de ouvir a ciência”. A sessão será conduzida por Regina Alvalá, coordenadora de relações institucionais do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN). O secretário-geral adjunto da conferência e diretor do CGEE, Anderson Gomes, afirma que é primordial que os gestores públicos ouçam a ciência nesses momentos de crise. “Ao incluirmos esta sessão com dados factuais de uma tragédia que está em curso, vamos avançar na criação de uma estratégia nacional”, completa.

Outra participante do evento será a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ao lado de David Kopenawa, da Hutukara Associação Yanomami, e Emmanuel Tourinho, reitor da Universidade Federal do Pará, a ministra participará da plenária “Oportunidades e Desafios para o Desenvolvimento Nacional Sustentável e Inclusivo.” A moderação será da presidente da Academia Brasileira de Ciências, Helena Nader.

Para acessar a programação completa, clique aqui.

Realizada pelo MCTI, com organização do CGEE e apoio de entidades da área e da sociedade civil, a 5CNCTI é o principal fórum de debates sobre o futuro da ciência no Brasil. O evento acontece entre os dias 4 e 6 de junho, em Brasília, no Distrito Federal. Para se inscrever ou obter mais informações, acesse o site.

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