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Novo relatório cataloga impactos climáticos nas comunidades africanas

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A Corporate Accountability e a Participação Pública da África (CAPPA) lança relatório Impacto das Mudanças Climáticas nas Comunidades da Linha de Frente na África: Estudo de Caso da Nigéria, Camarões, Togo, e África do Sul 

O relatório foi apresentado em primeira-mão essa semana na sessão Amplificando as Vozes das Comunidades da Linha de Frente na África na Counter COP. O estudo documenta a vulnerabilidade das comunidades da Nigéria, Camarões, Togo e África do Sul frente às mudanças climáticas. Ele apresenta os depoimentos de moradores das comunidades locais, especialmente mulheres que carregam o fardo das mudanças climáticas, mas não fazem parte ou são desconsideradas nos processos de tomada de decisão para enfrentar a crise.

O estudo detalha os impactos climáticos sobre os habitantes locais em Okun Alfa, outrora um resort de lazer em Lagos, na Nigéria, que agora está à mercê das águas furiosas do Atlântico. A situação da comunidade Okun Alfa é exacerbada pelo projeto imobiliário Eko Atlantic City de 19 bilhões de dólares, promovido pelo estado e pela Refinaria Dangote, de propriedade de Aliko Dangote, o homem mais rico da África.

No norte de Camarões, as comunidades Kakou e Ouro Garga lutam contra a seca induzida pelas mudanças climáticas, que levou a uma diminuição nos rendimentos agrícolas e à interrupção dos calendários agrícolas que existiam há gerações. Nas duas comunidades, o custo dos alimentos disparou, forçando as famílias a enfrentar a pobreza e a desnutrição.

A comunidade Doevi Kope, no Togo, tinha uma rica cobertura florestal na década de 1970, mas agora seriamente ameaçada pela erosão costeira e inundações costeiras. Os impactos são agravados pelas atividades da Bolloré Africa Logistics, empresa que atualmente está construindo o Porto de Lomé. 

As comunidades de Eldorado e Katlehong na África do Sul estão agora expostas à seca e ondas de calor que afetam negativamente a agricultura, deixando os jovens desempregados, desesperados e vulneráveis. 

O relatório também recomenda responsabilizar os grandes poluidores pela crise climática, bem como recomendações concretas ao governo, sociedade civil e outras agências intervencionistas críticas.

O Diretor de Programa da CAPPA, Philip Jakpor disse:

“O impacto das mudanças climáticas nas comunidades da linha de frente na África amplifica as vozes das comunidades que carregam o fardo de uma crise para a qual não contribuíram em nada. Os impactos e testemunhos documentados, incluindo os de mulheres e pessoas vulneráveis, aumentam as evidências existentes contra os Grandes Poluidores e a necessidade de fazê-los pagar”

Íntegra do Relatório

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