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IPCC: 3ª parte do relatório é o um guia para um futuro climático seguro e justo

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THE NATURE CONSERVANCY (TNC)

Terceira parte do 6º Relatório de Avaliação da ONU destaca o curto espaço de tempo para a ação climática e recomenda medidas prioritárias para mitigar o perigo do aquecimento global

Em meio a um cenário de tensões geopolíticas no mundo, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC) publicou hoje (04/04) o resumo da terceira e última parte do 6º Relatório de Avaliação (AR6).

Baseado nas partes I e II divulgadas anteriormente, as descobertas do Grupo de Trabalho III (WGIII) novamente reúnem percepções de centenas de estudos de 195 países revisados para subsidiar os formuladores de políticas com a melhor ciência disponível. O Grupo de Trabalho I (agosto de 2021) explorou as megatendências climáticas que devem moldar nosso futuro; o Grupo de Trabalho II (fevereiro de 2022) articulou o que essas mudanças provavelmente vão significar na prática em cada região, ecossistema e setor econômico; e, agora, o WGIII explora as medidas que podem ser tomadas para mitigar a emergência climática.

Destacando a urgência de acelerar a transição global para emissões líquidas zero (NetZero), o WGIII também enfatiza o papel crítico que as Soluções Climáticas Naturais (SCNs) podem desempenhar no sequestro de carbono que já está na atmosfera.

Em um mundo instável, o WGIII também nos lembra da injustiça inerente à crise climática — com muitos dos países com as menores emissões enfrentando as consequências mais graves — e, finalmente, conclui que apenas a transformação em todo o sistema e em todas as regiões e setores econômicos poderá assegurar um futuro sustentável e justo para todos.

Comentando a publicação do IPCC, a CEO da The Nature Conservancy (TNC), Jennifer Morris, afirmou:

“Com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia dominando as notícias e as mídias sociais, ameaças de longo prazo, como a crise climática, provavelmente serão diminuídas em nossa consciência coletiva à medida que procuramos fazer a triagem dos problemas imediatos. No entanto, as evidências contidas neste último relatório do IPCC deixam claro que a comunidade global não pode permitir que isso ocorra em um momento tão crítico.

Apesar do pico crescente desde 2010, as emissões continuam a aumentar em todos os setores. Menos de 30 países demonstraram até agora reduções sustentadas de GEE e os atuais compromissos em nível nacional exigem implementação rápida e imediata para limitar o aquecimento global a até 2°C, e ainda mais acelerada para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C.

É importante que todos os líderes analisem em profundidade e de forma realista essas projeções se quisermos evitar os efeitos mais catastróficos da crise climática. A boa notícia é que muitas das soluções que precisamos estão disponíveis – sejam elas a inovação em energias renováveis, o combate ao desmatamento, ou o potencial das soluções baseadas na natureza por meio de investimento financeiro –, só precisamos da coragem coletiva para agir.

São particularmente interessantes os ganhos vindos da agricultura, silvicultura e uso da terra projetados pelo IPCC. Ao combinar o reflorestamento com a restauração de terras agrícolas, pântanos e manguezais é possível aproveitar todo o potencial de sequestro de carbono das Soluções Climáticas Naturais e, ao mesmo tempo, assegurar a conservação da biodiversidade, a segurança alimentar e o fornecimento de outros produtos ecossistêmicos, como a madeira. Estima-se que seja possível fazer tudo isso por menos do que se gasta hoje mundialmente com subsídios a essas áreas da economia.

Nenhum país, setor ou estratégia pode mudar as coisas atuando isoladamente — apenas uma abordagem global verdadeiramente coordenada, e com equidade, será suficiente. Esse é o estágio em que estamos agora — e, embora não possamos controlar os eventos atuais, ao pressionarmos por essas soluções, cada um de nós tem o poder de ajudar a moldar um futuro mais justo e sustentável”.

04 de Abril 2022

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