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Relatório IPCC: a crise do clima já apresenta consequências irreversíveis

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Para evitar o agravamento dos eventos extremos e garantir a segurança das populações, planos de adaptação climática são primordiais

A segunda parte do 6º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC – sigla em inglês) foi apresentada hoje aos governos mundiais. Com foco em impactos, adaptação e vulnerabilidade, o relatório apresenta quão graves já são os impactos das mudanças climáticas, especialmente para as populações que vivem em situação de vulnerabilidade.

Desde a divulgação do último relatório, os riscos climáticos estão aparecendo mais rápido e se tornarão mais graves mais cedo.

“O relatório do IPCC mostra que os impactos da crise do clima são irreversíveis. A população em situação de vulnerabilidade, que já sofre com o descaso de nossos governantes, será a mais impactada. É urgente que haja uma mudança rápida nas políticas públicas de adaptação no Brasil e no mundo, com orçamento adequado para perdas e danos das populações atingidas”, alerta Fabiana Alves, porta-voz de Clima e Justiça do Greenpeace Brasil.

Cientistas do mundo todo alertam:

  • Os efeitos do aquecimento nos ecossistemas acontecerão mais rápido, são mais difundidos e com consequências de maior alcance do que o previsto;
     
  • Não estamos preparados sequer para os impactos atuais, e isso está custando vidas.
     
  • Mais aquecimento traz mais problemas. Limitar o aquecimento a 1,5°C reduziria substancialmente as perdas e danos projetados, mas as perdas já se tornaram irreversíveis.
     
  • Devemos restaurar a natureza e proteger pelo menos 30% da Terra para que ela nos proteja.
     
  • Esta é a década crítica para garantir um futuro habitável, equitativo e sustentável. É necessário que a mudança seja sistêmica e inclusiva.

Brasil e América Latina

Os principais riscos à crise climática no Brasil e na América Latina incluem segurança hídrica; saúde devido a epidemias crescentes; degradação dos ecossistemas dos recifes de corais; riscos para a segurança alimentar devido a secas frequentes ou extremas; e danos à vida e à infraestrutura devido a inundações, deslizamentos de terra, elevação do nível do mar, tempestades e erosão costeira. Para a Amazônia, o risco de uma transição gradual de floresta tropical para savana (savanização) começa a aumentar em um nível entre 1,5°C e 3°C com um valor médio em 2°C.

Os eventos de chuvas fortes, que resultam em inundações, deslizamentos de terra e secas, devem se intensificar bastante em magnitude e frequência. Estima-se que o aquecimento de apenas 1,5°C resulte em um aumento de 100-200% no número da população afetada por inundações na Colômbia, Brasil e Argentina; 300% no Equador e 400% no Peru.

Em abril, será divulgada a terceira parte do 6° relatório do IPCC, que avaliará formas de mitigar as mudanças climáticas. O relatório completo será divulgado em outubro.

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