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Brasil e Alemanha assinam declaração para aporte de até 500 milhões de euros ao Fundo Clima

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Lúcia Chayb Diretora eco21.eco.br @eco21_oficial @luciachayb luciachayb@gmail.comPor trinta anos foi a jornalista responsável pela revista ECO21 (1990/2020)

Ato firmado em Hanôver busca ampliar a capacidade de operação do instrumento, consolidado desde 2023 como principal fundo de financiamento à transformação ecológica no país

Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram, nesta segunda-feira (20/4), uma declaração conjunta em que a Alemanha manifesta a intenção de aportar até R$ 2,94 bilhões (EUR 500 milhões) ao Fundo Clima, por meio de seu banco de desenvolvimento KfW. O Fundo é operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), responsável pela coordenação de seu Comitê Gestor.

O ato foi firmado em Hanôver, na Alemanha, paralelamente às agendas oficiais cumpridas na cidade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre elas a Feira Industrial de Hanôver. Participaram da cerimônia os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, João Paulo Capobianco, e da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, Reem Alabali-Radovan, além de representantes do BNDES e do KfW.

A medida está relacionada a uma iniciativa conjunta que também conta com a participação da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e da italiana Cassa Depositi e Prestiti S.p.A. (CDP), voltada ao apoio financeiro ao Fundo Clima. O objetivo é financiar projetos, estudos e iniciativas destinados à redução das emissões de gases de efeito estufa e à adaptação aos efeitos da mudança do clima no Brasil.

O Fundo Clima é um dos instrumentos de execução da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e se consolidou, nos últimos anos, como o principal fundo de financiamento à transformação ecológica no Brasil.

Desde 2023, o mecanismo mobilizou R$ 52,4 bilhões para impulsionar projetos voltados aos setores de transição energética, indústria verde, desenvolvimento urbano resiliente, logística, mobilidade sustentáveis, florestas nativas, recursos hídricos, serviços e inovação verdes. Apenas em 2025, alavancou R$ 34,6 bilhões para essas iniciativas, a partir de R$ 12,5 bilhões aprovados em projetos, investidos pelo Governo do Brasil e pelo BNDES, além de aportes do setor privado, o que evidencia sua capacidade de combinar recursos públicos e privados em escala para enfrentar a mudança do clima.

“A decisão do governo da Alemanha em investir cerca de R$ 3 bilhões no Fundo Clima é mais uma demonstração de credibilidade nos investimentos que o Brasil vem realizando no âmbito do Plano de Transformação Ecológica. Nos últimos três anos, multiplicamos os investimentos anuais, que eram da ordem de R$ 400 milhões. Neste ano de 2026, chegamos a R$ 27 bilhões em orçamento para estimular empreendimentos nas áreas de adensamento tecnológico e bioeconomia, transição energética, economia circular e nova indústria e infraestrutura resiliente e adaptação à mudança do clima”, destacou o ministro João Paulo Capobianco.

“A assinatura da declaração na maior feira de tecnologia industrial do mundo demonstra o compromisso do governo do presidente Lula em fortalecer a cooperação histórica com a Alemanha. Iniciativas inovadoras como o aporte de parceiros estrangeiros no Fundo Clima reiteram nossa visão de um desenvolvimento inclusivo e atento à transição ecológica global. E o BNDES pode desempenhar um papel fundamental nessa parceria”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

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