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Premiação continental focada em mulheres na ciência anuncia vencedoras

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Organizada pela 3M, o Brasil tem sete pesquisadoras representantes na 4ª edição do “25 Mulheres na Ciência Américas” que dá destaque a projetos em sustentabilidade ambiental

Em sua quarta edição, o “25 Mulheres na Ciência Américas” premia mulheres que promovam e desenvolvam projetos científicos, o Brasil se destaca com sete indicadas de seis estados. Esse ano, a edição trouxe algumas novidades: a inclusão do Canadá e a temática sustentabilidade ambiental. Os projetos inscritos deveriam ter como propósito solucionar ou melhorar aspectos relacionados ao assunto em países da América Latina e Canadá.

A premiação criada em 2020 tem como objetivo dar visibilidade as mulheres cientistas e inspirar jovens meninas a estudas as disciplinas das Ciências e Tecnologia. Além disso, visa reforçar a importância da presença feminina nessas áreas dominadas por homens.

Confira a lista de vencedoras brasileiras e seus projetos:

Adriana Ferreira da Silva / Londrina-PR
PROJETO – Ensino, pesquisa e divulgação da aquicultura sustentável, com foco na tecnologia de bioflocos e processamento de pescado. Utiliza a técnica inovadora como ferramenta para promover a produção de organismos aquáticos de forma ambientalmente responsável.

Camila Ferrara / São Paulo – SP
PROJETO – Preservando tradições, Conservando vidas: Estratégias sustentáveis para o manejo e consumo de ovos de quelônios da Amazônia. O objetivo é garantir a conservação sustentável das populações de quelônios na Amazônia, promovendo simultaneamente a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das comunidades locais por meio de estratégias integradas.

Gabriela Lujan Brollo / Jundiaí – SP
PROJETO – Permitir a coleta segura e análise eficaz de pelotas verdes de minério de ferro na linha do processo industrial de pelotização, aumentando a eficiência do forno de queima das pelotas, reduzindo o consumo de gás combustível e as emissões de gases de efeito estufa (GEE) de um processo altamente emissivo e presente de forma extensiva na indústria, com potencial de escalabilidade promissor do impacto da solução.

Joyce Araújo / Caruaru – PE
PROJETO: Desenvolvimento de um método, patenteado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), para fabricação de nanoplacas de grafeno por meio de resíduos de biomassa com a geração de energia alternativa, tais como biogás ou biocombustíveis. Além da produção do grafeno, material revolucionário na indústria dos nanomateriais, devido à sua elevada área superficial, condutividade elétrica, térmica e resistência mecânica, desenvolvimento de projeto com pegada de carbono, devido à captura de dióxido de carbono (CO2) para produção de biogás.

Marcia Foster Mesko / Canguçu – RS
PROJETO: Uso de energias alternativas (ultrassom e micro-ondas) para o desenvolvimento de métodos ambientalmente amigáveis para determinação elementar, bem como processamento sustentável de arroz. O objetivo é disponibilizar métodos mais rápidos, exatos e precisos, com menor uso de reagentes tóxicos e redução da geração de resíduos, preconizando os princípios da química verde, visando a determinação elementar em diversas amostras, além de obter um alimento com melhor valor nutricional, e reduzir os impactos ambientais causados na etapa de processamento.

Marcia Kafensztok / Rio de Janeiro – RJ
PROJETO: A PRIMAR Aquacultura é a primeira fazenda de aquacultura orgânica certificada do Brasil (2003), com 31 anos de existência e cultivos de camarões, ostras, sementes de ostras e vocação para pesquisas, que são a base para criação do Instituto. O objetivo é buscar novas fontes de proteínas para alimentação humana, pesquisando organismos aquáticos estuarinos, mapeando seu processo reprodutivo, para depois reproduzi-lo em ambiente controlado e posteriormente cultivá-los em escala comercial, por meio da aquacultura orgânica e sustentável.

Rosana Goldbeck / Mondaí – SC
PROJETO: Processo integrado para produção de pectina, xilo-oligossacarídeos e energia a partir do aproveitamento sustentável de cascas de laranjas. O processo visa o desenvolvimento da economia circular por meio do aproveitamento integral e agregação de valor aos resíduos agroindustriais.

84% dos brasileiros concordam que as mulheres são uma fonte de potencial inexplorado na força de trabalho STEM, segundo dados do Índice do Estado da Ciência 2023 (SOSI, sigla em inglês para State of Science Index), pesquisa global da 3M que apresenta a percepção da população sobre as prioridades da 3M como equidade nas áreas de STEM, carreiras técnicas, sustentabilidade, saúde e inovação.

O estudo revela, ainda, que 97% das pessoas no País estão preocupadas com as consequências das mudanças climáticas, sendo que 80% temem que o aquecimento global, definido como “mudanças de temperatura ao longo do tempo”, fará com que as pessoas sejam deslocadas das suas casas. As condições climáticas que mais causam preocupação em relação ao deslocamento de moradias são ondas de calor (94%), secas (93%), incêndios (92%), inundações (89%) e aumento do nível do mar (87%).

As 25 vencedoras do programa receberão um troféu e a inclusão dos projetos no livro digital “25 Mulheres na Ciência 2024”, incluindo uma ilustração inédita desenvolvida para cada cientista e seu projeto.

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