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Buraco recorde na camada de ozônio ameaça os trópicos

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Márcia Régis | Redação Eco21 |

Um cientista da Universidade de Waterloo (Canadá) revelou um buraco na camada de ozônio sete vezes maior que o buraco estabelecido sobre a Antártica, dessa vez repousando sobre as regiões tropicais da Terra. E, provavelmente, esse buraco da camada de ozônio sobre os trópicos lá está desde os anos 80, mas somente com as novas tecnologias pôde ser comprovado. A descoberta foi divulgada pelo American Institute of Physics (AIP). 

“A região dos trópicos constitui a metade da superfície do planeta e abriga quase a metade da população mundial” declarou Qing-Bin Lu, o autor da descoberta. “A existência do buraco de ozônio tropical deverá causar preocupação global.”

“A destruição da camada de ozônio pode levar ao aumento da radiação ultravioleta que atinge a Terra, o que pode aumentar o risco de câncer de pele e de catarata em humanos, como também enfraquecer o sistema imunológico de indivíduos, reduzir a produtividade agrícola e afetar negativamente organismos aquáticos e ecossistemas”, disse o cientista.

As observações do pesquisador sobre os buracos na camada de ozônio pegaram a comunidade cientifica de surpresa, porque não era possível detectar o problema utilizando os protocolos fotoquímicos convencionais.  O autor da descoberta fez uso do protocolo de reação de elétrons acionada por raios cósmicos (CRE) e pôde indicar fortemente o mecanismo físico idêntico dos buracos de ozônio da Antártica e dos trópicos. 

Assim como na região do buraco de ozônio no polo, aproximadamente 80% da quantidade normal de ozônio está destruída no centro do buraco de ozônio sobre os trópicos. Essa falha gigante da camada de ozônio já ameaça um vasto contingente populacional e a radiação de UV alcançando essas regiões tropicais do globo já é muito maior que o esperado.

Em meados dos anos 70, a pesquisa atmosférica sugeriu que a camada de ozônio, que absorve grande parte da radiação UV dos raios do sol, poderia estar sendo destruída por substâncias químicas da indústria, principalmente pelo clorofluorcarbono (CFC), usado para a produção de aerossóis. Em 1985, a descoberta do buraco na camada de ozônio sobre a Antártica confirmou que a destruição fora causada pelo acúmulo de CFCs na atmosfera. Essas substancias químicas foram banidas e isso ajudou, de certa forma, a reduzir o avanço do buraco de ozônio. No entanto, as evidencias atuais sugerem que a destruição da camada de ozônio persiste. E aumenta.

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