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Tecnologia remove dióxido de carbono da atmosfera

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eco21
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Um esforço de pesquisa global desenvolve duas tecnologias promissoras para remover o dióxido de carbono da atmosfera. 

Embora ainda nos estágios iniciais de desenvolvimento, as tecnologias para captura e sequestro direto de carbono do ar (DAC) são consideradas críticas para alcançar emissões zero de gases de efeito estufa até 2050, e combater o aquecimento global.

As novas tecnologias se somariam às outras estratégias existentes de remoção de dióxido de carbono da atmosfera.

Outro modelo 3D do DAC (Direct Air Capture) que tem como objetivo capturar o CO2 da atmosfera Crédito: Carbon Engineering

Os testes com as novas tecnologias DAC vêm sendo conduzidos por cientistas do laboratório NREL (National Renewable Energy Lab) nos EUA, em parceria com cientistas da Holanda, Alemanha e Suíça. 

As tecnologias DAC separam o dióxido de carbono do ar e o aprisiona em locais de armazenamento geológico. 

Um artigo do grupo científico publicado na revista Nature Communications, fornece uma primeira avaliação das compensações ambientais das tecnologias em um horizonte de planejamento de longo prazo.

Uma das duas tecnologias DAC estudadas é à base de solvente. 

Nessa tecnologia uma solução química reage com o dióxido de carbono e forma carbonato de potássio, que por sua vez reage com o hidróxido de cálcio para gerar carbonato de cálcio. 

O carbonato de cálcio é coletado, seco e exposto a temperaturas de cerca de 900 graus Celsius para liberar o dióxido de carbono, que é então coletado para posterior armazenamento.

A outra tecnologia é à base de um método absorvente, no qual o dióxido de carbono se liga a uma parte de sílica contida no artefato que entra em contato com o ar. 

O artefato é aquecido com vapor a cerca de 100 graus Celsius para liberar o dióxido de carbono absorvido pela sílica. O gás carbônico, então, é resfriado e tem a umidade adicional removida.

Em ambas modalidades, o dióxido de carbono será ainda comprimido e transportado através de um duto para um local de armazenamento, onde será comprimido e injetado em um reservatório geológico através de poços com cerca de 2,8 quilômetros de profundidade. 

As plantas piloto já estão testando os dois processos, com instalações operando no Canadá (com o método solvente) e na Islândia (com o método absorvente).

Orca é o projeto em desenvolvimento de DAC (Direct Air Capture) na Islândia.

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