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Acervo de Paleontologia do Museu de Ciências da Terra reúne mais de 250 mil exemplares

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Lúcia Chayb Diretora eco21.eco.br @eco21_oficial @luciachayb luciachayb@gmail.com Por trinta anos foi a jornalista responsável pela revista ECO21 (1990/2020)

Fonte disponível para pesquisa científica mediante agendamento
Coleção pública reúne fósseis raros de diferentes períodos e regiões do Brasil e pode ser consultada por pesquisadores mediante agendamento prévio

Fósseis de dinossauros, peixes, plantas, vegetais, invertebrados, mamíferos e muitos mais fazem parte do acervo de Paleontologia do Museu de Ciências da Terra do Serviço Geológico do Brasil (MCTer/SGB). Localizada no Rio de Janeiro (RJ) e com mais de 250 mil exemplares catalogados, a coleção reúne materiais de diferentes idades e unidades geológicas brasileiras e constitui fonte importante para pesquisas científicas. O número é expressivo e inclui ainda a maior coleção de invertebrados fósseis do país, além de coleções de paleobotânica e peixes fósseis.

A diversidade também está representada por materiais provenientes da Bacia de Itaboraí, no Rio de Janeiro, além de fósseis de dinossauros, ovos fósseis e exemplares de mamíferos, como o mastodonte de Araxá. Entre os materiais preservados estão uma vértebra atribuída a um dos maiores dinossauros registrados no Brasil e exemplares relacionados ao maior dinossauro carnívoro conhecido no país.

Coleção aberta à pesquisa

O acervo é público e de acesso gratuito para pesquisadores. A consulta às coleções ocorre exclusivamente mediante agendamento prévio, seguindo os procedimentos de consulta e as condições de conservação dos exemplares. Em média, são registradas cerca de 400 visitas por ano de pesquisadores e estudantes interessados em estudar as coleções. 

Os materiais são utilizados em pesquisas acadêmicas e em projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ensino e pesquisa e agências de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), por exemplo.

A coleção também mantém materiais de organismos atuais, utilizados como referência para estudos comparativos. Os materiais incorporados às coleções têm diferentes origens, incluindo atividades de pesquisa e coleta científica e encaminhamentos realizados por órgãos públicos.

Conservação e recuperação do acervo

A preservação das coleções passou por uma etapa de reestruturação dos espaços entre 2023 e 2026. As intervenções incluíram obras estruturais, adequação das áreas de armazenamento, melhorias no controle ambiental e substituição de suportes orgânicos utilizados no acondicionamento dos exemplares. 

Na ocasião, foi criado ainda um laboratório de conservação, com espaço destinado ao recebimento de pesquisadores e equipamentos para imageamento e documentação dos materiais.

A organização, conservação e documentação das coleções permitem que exemplares coletados ao longo de décadas permaneçam disponíveis para investigação científica. Pela diversidade e representatividade dos materiais, o acervo de Paleontologia do MCTer reúne registros que ajudam a estudar a história da vida e a evolução geológica do território brasileiro. 

Serviço

Consulta ao acervo de Paleontologia do Museu de Ciências da Terra / Serviço Geológico do Brasil

Acesso destinado a pesquisadores e estudantes interessados em estudos científicos, exclusivamente mediante agendamento prévio.

Agendamento: rafael.costa@sgb.gov.br

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