por Samyra Crespo
Hoje, 15 de março é ‘Dia do Consumidor’.
Entre direitos e deveres, está em pauta o ‘uso consciente’ dos recursos naturais.
Dia 22 próximo é consagrado mundialmente como Dia da Água.
A água, diferentemente do que muita gente imagina, é um recurso escasso, pois grande parte dela é salgada e imprópria ao consumo humano.
Vejam o alerta da ONU sobre a ‘crise da água ‘ no Oriente Médio. A Guerra, em curso naquela região, só faz piorar a situação.
O uso eficiente deste recurso essencial à vida humana depende de economia, eficiência no abastecimento e combate ao desperdício.
Mas para que tenhamos políticas públicas eficientes de uso da água, é preciso responder a algumas perguntas básicas.
No universo de ‘usuários’ da água, quem ou o que mais demanda este recurso?
Quem paga, e quanto, pela produção e o abastecimento?
Infelizmente, como diz o ditado: ‘não existe almoço grátis na natureza’.
Mas, privatizar o fornecimento da água (bem comum) resolve?
Na imagem, revelamos que a agricultura (não só a brasileira) é um dos maiores consumidores de água.
O agronegócio é devidamente onerado pelo consumo intensivo de água?
Enquanto você economiza no banho ou na lavagem de sua roupa, os ‘datacenters’ são cada vez mais intensivos na utilização de energia e água (para resfriamento).
Pense nisso.
Especialmente nas próximas eleições deste ano.
Qual é a política hídrica do nosso país e das nossas cidades?
A crise dos reservatórios, a falta de equipamento para a armazenagem da água, a exploração sustentável dos aquíferos, a descontaminação de rios (eliminando o mercúrio e os esgotos domésticos, por exemplo) são itens fundamentais de uma pauta séria e de um debate transparente.
Como mostra a crise no Oriente Médio (que já depende de usinas de dessalinização) , o cenário, agravado pela crise climática que muda o regime de chuvas, exige atenção e providências.
A municipalização do abastecimento e privatização do serviço do fornecimento de água potável à população, as tendências mais fortes hoje em dia, claramente não dão conta do recado.
O que faz a ANA (Agência de Nacional Água)? E a área federal que cuida dos recursos hídricos do País? E as respostas dos Estados?
Disciplinar o uso da água não é precificar e cobrar.
É, antes de tudo, tratar seriamente da ‘segurança hídrica’.



