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Espírito Santo lidera novo capítulo da restauração da Mata Atlântica com decreto pioneiro

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Lúcia Chayb Diretora eco21.eco.br @eco21_oficial @luciachayb luciachayb@gmail.comPor trinta anos foi a jornalista responsável pela revista ECO21 (1990/2020)

O Espírito Santo acaba de assumir protagonismo nacional na agenda ambiental ao se tornar o primeiro estado inserido no bioma da Mata Atlântica a instituir um plano estadual de restauração da vegetação nativa alinhado ao Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (PLANAVEG). O Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa do Espírito Santo (PERVN ES), criado pelo Decreto Estadual nº 6.298-R, de 27 de janeiro de 2026, inaugura um modelo de política pública com potencial de ser replicado em todo o país.

A relevância da iniciativa extrapola as fronteiras estaduais. A Mata Atlântica se estende por 17 estados brasileiros, concentra mais de 70% da população nacional e sustenta parcelas decisivas da economia do país. Ao mesmo tempo, é um dos biomas mais degradados e fragmentados do território brasileiro, resultado de séculos de ocupação desordenada e supressão florestal.

Apesar das perdas históricas, a Mata Atlântica segue sendo um pilar estratégico para o Brasil. É fundamental para a segurança hídrica, a regulação do clima, a proteção dos solos, a produção de alimentos, a polinização e a redução de riscos de desastres socioambientais. Restaurar esse bioma não é apenas uma ação ambiental: é uma condição essencial para ampliar a resiliência climática, proteger meios de vida e garantir bases sólidas para um desenvolvimento econômico sustentável em diversas regiões do país.

Para Taruhim Quadros, líder de restauração do WWF-Brasil, o decreto representa um avanço concreto na transformação de compromissos nacionais em políticas públicas eficazes no território. “O PERVN ES traduz metas assumidas pelo Brasil em instrumentos com governança, planejamento e condições reais de implementação. Fortalecer políticas estaduais é central para acelerar a restauração de ecossistemas como resposta integrada às crises climática e da biodiversidade. É no território que a restauração ganha escala e impacto”, afirma.

Ao estruturar diretrizes claras e integradas para a recuperação da vegetação nativa, o Espírito Santo não apenas fortalece sua política ambiental, mas também sinaliza um caminho estratégico para outros estados brasileiros enfrentarem, de forma coordenada, os desafios ambientais do século XXI.

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