Governos dos EUA, grandes e pequenos, se tornam ecológicos

O trânsito da hora do rush matinal se move nas pistas do sul ao longo da rodovia US-101, perto do centro de Los Angeles em 2016 - Foto: Richard Vogel - AP Images



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Nos Estados Unidos, os governos estão lidando com as mudanças climáticas, desde o âmbito local a federal, e em todas as esferas intermediárias

“Os Estados Unidos não estão esperando”, disse o presidente Biden em 22 de abril durante a sessão de abertura da Cúpula de Líderes Virtuais sobre o Clima. “Estamos resolvendo agir — [não apenas] o governo federal, mas nossas cidades e nossos estados em todo o nosso país; pequenas empresas, grandes empresas, grandes corporações; trabalhadores americanos em todos os campos.”

Estados encorajam o voluntariado climático

Em maio, a Califórnia anunciou novos programas de bolsa de estudos voluntários e pagos a fim de trabalhar com o governo do estado no desenvolvimento e implementação de projetos de ação climática.

Os bolsistas pagos do Corpo de Ação Climática da Califórnia trabalharão no aumento da cobertura das copas das árvores, reforçando a proteção contra incêndios florestais e reduzindo o desperdício de alimentos nos níveis local e estadual durante o próximo ano.

O estado também lançará um mecanismo de busca on-line para que os residentes da Califórnia digitem seu código postal e encontrem uma organização perto deles com oportunidades de voluntariado climático.

Nos últimos cinco anos, a Califórnia também tem assumido seus próprios compromissos ecológicos históricos na esfera estadual.

“Porque sabemos como a mudança climática é real — porque a sentimos tão visceralmente aqui na Califórnia — temos sido um líder na criação de uma cultura de ação climática”, disse o diretor de Serviços do Estado da Califórnia, Josh Fryday, em 6 de maio.

“O governador Newsom tomou medidas históricas, instruindo o estado a exigir que, até 2035, todos os carros e caminhões de passageiros novos vendidos aqui na Califórnia sejam veículos com emissão zero”, disse ele.

As turbinas eólicas se erguem além de uma placa de boas-vindas aos visitantes de Greensburg, Kansas, em 2014 – Foto: Charlie Riedel – AP Images

Da Big Apple ao sudoeste do Kansas

A cidade de Nova York está lançando uma iniciativa para fundir a internet banda larga em bairros de baixa renda com opções de energia verde.

Com financiamento da Agência de Financiamento de Habitação do Estado de Nova York, uma organização de desenvolvimento da cidade de Nova York — o Workforce Housing Group (Conjunto Habitacional da Força de Trabalho, em tradução livre) — fornecerá internet de alta velocidade para cerca de 24 edifícios residenciais a preços acessíveis usando energia solar.

O custo da internet de alta velocidade, alto demais para muitos residentes, será compensado pela receita gerada pelas unidades de energia solar no topo de seus edifícios.

“Não temos conhecimento de ninguém realmente fazendo isso em todo o país”, disse Brandon Gibson, cofundador da Flume Internet — um dos provedores de internet envolvidos na iniciativa — ao site de notícias Axios. “[Estamos] realmente empolgados em estabelecer isso como um precedente, e vamos usá-lo no futuro, enquanto trabalhamos com outros desenvolvedores e outros proprietários dentro e ao redor do país.”

No meio dos Estados Unidos, cidades menores também estão fazendo melhorias ecológicas.

Em 2007, Greensburg, Kansas, sofreu uma devastação generalizada quando um tornado EF5 — a categoria de tempestade mais forte — atingiu a cidade de 900 residentes.

Apesar da destruição, os moradores da cidade viram uma oportunidade. Durante a reconstrução, eles o fizeram tendo em mente uma infraestrutura compatível com o clima.

De acordo com o site da cidade*, Greensburg atualmente possui:

  • O maior número de edifícios Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental) per capita nos Estados Unidos.
  • Todos os postes são de luz LED, e é a primeira cidade nos Estados Unidos a fazê-lo.
  • Um parque eólico, de forma que toda a eletricidade utilizada na cidade seja eólica.
  • Vasos sanitários de baixa vazão e plantios nativos em seu paisagismo para a conservação de água.
  • Água da chuva coletada para uso na irrigação agrícola e em algumas instalações internas como água cinzenta em banheiros.

“Acredito totalmente que somos um laboratório vivo aqui com uma infinidade de projetos arquitetônicos e práticas ambientais sustentáveis ​​para compartilhar”, disse Bob Dixson, agente geral dos Correios aposentado que foi prefeito da cidade durante a reconstrução, ao Washington Post.

FONTE:

https://share.america.gov/pt-br/governos-dos-eua-grandes-e-pequenos-se-tornam-ecologicos/?utm_source=cision&utm_medium=referral

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