Chega a temporada dos ipês: caminhe pela cidade




Wagner Victer | Engenheiro, administrador, ex-Secretário de Estado de Energia, Indústria Naval e do Petróleo e ex-Conselheiro do CNPE

Um dos trabalhos que me orgulho muito de ter realizado foi a criação de seis viveiros de mudas quando fui presidente da Cedae, inclusive utilizando na produção o treinamento da mão de obra originária do sistema penitenciário. As árvores produzidas nos viveiros são prioritariamente da Mata Atlântica e são belíssimas. O maior viveiro existente no Estado está entre eles e fica dentro do presídio Agrícola de Magé, com capacidade de produção anual de um milhão de mudas.

Nesse processo de replantio, conseguimos inclusive bater o recorde mundial na ocasião, chamado Dia C, quando plantamos quase 60 mil árvores em um único dia, desafio lançado pelo então ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Uma das árvores que mais gosto e fiz questão de ter grande produção nos viveiros é o ipê. Plantamos centenas de milhares, espalhadas ao longo do Estado, especialmente nas margens dos rios, para recompor matas ciliares, que contribuem na formação de água, preservando as calha dos rios.

Produzirmos nesses viveiros ipês, brancos, amarelos, rosas, verdes e especialmente os ipês roxos. Estamos agora no início de agosto, começando a temporada. Os ipês roxos começam a florescer e são belíssimos. Em frente à Nova Sede da Alerj, que inauguraremos agora em agosto, basicamente no espaco reservado ao tradicional Buraco do Lume, existe um ipê roxo belíssimo e que salta aos nossos olhos.

Nos próximos meses teremos o florescer dos ipês brancos, rosas e amarelos, e isso acaba sendo um grande presente para todos nós, destacado em fotos publicadas na tradicional coluna do Ancelmo Gois com o título Temporada dos Ipês. O Ipê está incluído no gênero Handroanthus. Sugiro a quem caminha pela cidade que observe a beleza dos ipês destacados em nossa paisagem.

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